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domingo, 25 de julho de 2010

Mais de 41.500 mulheres assassinadas em uma década.



Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres foram assassinadas no país, o que resultou numa média macabra de 10 brasileiras mortas por dia. O índice de 4,2 assassinadas por 100.000 habitantes coloca o Brasil acima do padrão internacional. Os dados constam do estudo “Mapa da Violência no Brasil 2010″, feito pelo Instituto Sangari, uma organização educacional, com base em dados do Sistema Único de Saúde.

Algumas cidades, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, tem índices de assassinato de mulheres perto dos mais altos do mundo (África do Sul e Colômbia). Entre os estados, a pior colocação no ranking nacional é a do Espírito Santo, com 10,3 assassinatos por 100 mil habitantes.

Ao analisar o assunto no Núcleo de Estudo da Violência da Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora Wânia Izumino constatou que os assassinos costumam ser maridos ou ex-maridos, namorados ou companheiros inconformados em perder o poder sobre uma relação que acreditavam controlar. Na maioria das vezes, a mulher recusa sexo ou insiste na separação. Motivos fúteis são a causa de aproximadamente 50% dos crimes.

Importante instrumento no combate à violência, o 180, telefone da Central de Atendimento à Mulher, recebeu, nos primeiros cinco meses de 2010, 95% a mais de denúncias em relação ao ano passado. A informação é da Secretaria de Políticas para a Mulher, do governo federal. Conforme a secretaria, das mais de 50.000 mulheres que denunciaram agressões, a maioria é negra, casada, tem entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. O perfil do agressor é de um homem negro, com idade entre 20 e 55 anos e nível médio de escolaridade.

A secretaria acredita que uma das causas do aumento da procura pelo 180 é a maior divulgação da lei Maria da Penha.

Fonte: http://jornalistaveramattos.blogspot.com/2010/07/mais-de-41500-mulheres-assassinadas-em.html?spref=bl
http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=18609

domingo, 30 de maio de 2010

Rede Saúde divulga Campanha "Ponto final na violência contra as mulheres"

A Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos está impulsionando no Brasil a Campanha "Ponto Final Na Violência Contra Mulheres e Meninas". Esta Campanha tem o apoio da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC) e da agência de financiamento Oxfam-Novib. Na coordenação geral estão a RHEG (Rede de Homens pela Equidade de Gênero, de Recife), a AGENDE (Ações de Gênero, Cidadania e Desenvolvimento, de Brasília) e o Coletivo Feminino Plural (de Porto Alegre).

O principal objetivo da Campanha "Ponto Final Na Violência Contra Mulheres e Meninas" é reduzir a aceitação social deste problema. É um projeto inovador, baseado na prevenção primária desta forma de violência, que propõe uma reflexão e participação direta das comunidades no debate.

As atividades da Campanha estão sendo desenvolvidas numa comunidade denominada Campo da Tuca, localizada no Bairro Partenon, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com ações diretas de sensibilização de pessoas e grupos, através de atividades culturais, debates, visitas domiciliares, oficinas e atividades múltiplas.

Organizações não-governamentais que possuem uma atuação comunitária expressiva na cidade gaúcha, como o Coletivo Feminino Plural, Maria Mulher-Organização de Mulheres Negras e Themis (Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero) estão identificadas com esse novo projeto da Rede Feminista de Saúde e integram a coordenação local, trabalhando ao lado de multiplicadoras na comunidade.

No dia 28 de maio, a Campanha passa a desenvolver-se, simultaneamente, no Brasil, Bolívia, Haiti e Guatemala, numa data que marca o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher. A escolha desta data relaciona-se aos impactos danosos da violência contra a saúde integral das mulheres e meninas.

Serviço:
Secretaria Executiva e Coordenação Geral da Campanha "Ponto Final Na Violência Contra Mulheres e Meninas". Av. Salgado Filho, 28, cj.601 - Porto Alegre, RS - CEP 900.10.220. Fone: (51)3212-4998. Email: campanhapontofinal@gmail.com

domingo, 4 de abril de 2010

Violência contra a mulher aparece banalizada na imprensa

"Mulher tem orelha arrancada pelo marido" - a manchete do Bondenews/Folha de Londrina capta a atenção pelo bizarro. E informa que "uma mulher de 33 anos teve a orelha parcialmente arrancada na tarde deste sábado (3/4). O autor do ferimento foi seu próprio marido. O caso aconteceu por volta das 16h40, na Vila Fraternidade, zona leste de Londrina." A matéria ainda informa que Marilda, a vítima, foi atendida pelo Siate e, além da orelha agredida, ela "ainda apresentava machucados na face, na cabeça e também na mão... Quando a PM chegou no local da ocorrência, o marido já havia fugido."

Além da ironia com o nome da vila onde se deu a ocorrência (Vila Fraternidade!), um fato como esse pode capturar a atenção dos leitores de jornais e ouvintes de notícias policiais no rádio. Mas é mais um episódio da disseminada violência contra a mulher no ambiente doméstico, geralmente praticada por seu próprio parceiro, e, de tão frequente, pode não causar toda a indignação que merece. O arrancamento da orelha parecerá até bizarro e engraçado para alguns, e no entanto é o prenúncio de agressões piores que ainda podem acontecer, até mesmo a perda da vida pela mulher cronicamente agredida.

Contra isso a UBM-PR luta, denuncia e trabalha para que as mulheres vítimas de violência resistam para que acabe o desrespeito à vida e dignidade femininas, estimulando para que seja sempre acionada a Lei Maria da Penha, na esperança de que um dia desapareça a vergonhosa violência praticada contra as mulheres.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A UNIBAN NÃO PODE SER UM TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO!

Geisy merece respeito!

A Uniban não pode ser um tribunal da Inquisição!

Uma cena digna de um filme de horror aconteceu na Uniban (Universidade Bandeirantes), de São Bernardo do Campo. A aluna Geisy Arruda, de 20 anos, foi hostilizada e perseguida por cerca de 700 alunos nas dependências dessa Universidade, por usar um vestido considerado curto por um bando de estudantes. A turba achou-se no direito de xingar, tocar, fotografar e filmar a aluna Geisy, numa atitude de barbárie, respaldada pela hipocrisia do discurso medieval da "moral e bons costumes". A história acabou com a estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando porta e janelas, pedindo que ela fosse entregue para ser ainda mais aviltada. Alguns colegas, funcionários e professores protegeram a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta.

Aqueles alunos enfurecidos expressaram publicamente a concepção machista de que as mulheres não têm desejo próprio nem podem se destacar na multidão. Por isso se propunham a puni-la com o estupro para colocá-la "em seu lugar" e lembrar que sexo, para as mulheres, como diziam os pensadores medievais, deve ser um sofrimento imposto e nunca uma iniciativa ou um prazer. O horrível espetáculo lembrava a queima de bruxas e a Inquisição na idade Média.

O mais chocante, no entanto, foi a atitude da Uniban, que se diz uma Universidade, um centro de educação/formação profissional: expulsou a vítima considerando-a “culpada” por ter “provocado” os colegas, o que, segundo o argumento usado, resultou “numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar”. Mais uma vez, como no tempo dos assassinatos em “legítima defesa da honra”, a vítima é julgada e a priori considerada “culpada”, colocada no banco dos réus e exposta à execração pública. Que concepção educacional a Uniban pretende defender?

Que poder é esse que as instituições e os homens têm sobre o corpo das mulheres? Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos fundados na ideologia patriarcal, travestida pela imposição do consumo e pela coisificação das pessoas, “do outro” manifestada em ações de violência e barbárie numa “atitude de apartação social, de opressão e discriminação” de gênero. Reação de intolerância aos direitos humanos das mulheres, que hoje, mesmo sendo combatidas, estão enraizadas no comportamento da sociedade brasileira e no mundo. Uma cultura que atribui aos homens prerrogativas que lhes permitem ditar normas de conduta para as mulheres, assim como julgar a correção do cumprimento de suas ordens, desrespeitando os direitos humanos e os princípios constitucionais que regem a sociedade brasileira.

A União Brasileira de Mulheres (UBM) vem a público protestar contra a expulsão da estudante Geisy Arruda, exigindo a punição dos culpados e a reintegração da aluna ao corpo discente da Uniban.

São Paulo, 9 de novembro de 2009

sábado, 31 de outubro de 2009

ATO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E MENINAS!

UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES CONVIDA:
ATO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E MENINAS!

Por mim,

Por nós!!!

E pelas outras....



O Fórum Popular de Mulheres, a União Brasileira de Mulheres – Seção Paraná e a União Paranaense de Estudantes Secundaristas, entidades de defesa dos direitos da mulher por sua emancipação, defesa dos direitos da criança e do adolescente e da educação pública, gratuita e de qualidade vem a público manifestar nossa tristeza e nossa indignação e alertar a população que no dia 03 de novembro, faz um ano que a pequena Rachel, de apenas nove anos, foi brutalmente assassinada e seu corpo, achado em uma mala, na rodoviária de Curitiba.

Diante de toda a tristeza e dor devemos refletir o que estamos preparando para as nossas futuras gerações, como estamos construindo nosso futuro e o futuro de milhares de meninas e meninos, que sociedade e perspectivas são apresentadas e nossas crianças em seu cotidiano e em sua caminhada, em seus sonhos, anseios e fundamentalmente, em seu futuro.

Neste momento milhares de crianças e mulheres está sendo vítima de todo tipo de violência, física, moral, sexual. Muitas tragédias particulares são desenhadas no interior de paredes e mordaças, e nenhuma ação, nenhuma palavra. Silêncio! Isso é o que apresentamos como resposta a crueldade e a desumanidade vivida. Impotência é assim que agimos diante de tamanha opressão. Indiferença, conformismo e cumplicidade, por não querer me envolver e não denunciar.

Esta violência contra a mulher, contra as adolescentes e contra as crianças denominada violência de gênero (violência contra a mulher na vida social privada e pública), ocorre tanto no espaço privado quanto no espaço público e pode ser cometida por familiares ou outras pessoas que vivem no mesmo domicílio (violência doméstica); ou por pessoas sem relação de parentesco e que não convivem sob o mesmo teto.

O silêncio e a impunidade são cúmplices da violência. Por isso mesmo, é fundamental que toda sociedade denuncie a violência contra as mulheres e meninas que ainda ocorre em silêncio em tantos lares e no conjunto da sociedade.



Precisamos dar um basta nesta situação!



POR UM MUNDO DE IGUALDADE, CONTRA TODA OPRESSÃO!!!





Pelo fim da violência contra as mulheres e meninas!

Pelo direito a uma vida sem violência!



Participe do ato dia 03 de Novembro às 10 horas da manhã - Rodoviária de Curitiba em frente ao Bloco Interestadual



REDAÇÃO DA RACHEL QUE FOI PREMIADA

Minha Família tem cada História



Vou te contar a minha história, a história da minha família!

Minha família começou em Paranaguá com os tupis-guarani, eu acho!

Meus antepassados tinham culturas diferentes da nossa cultura de hoje.

Muitos morreram ou foram se espalhando pelo mundo, indo de geração em geração até chegar em mim.

Hoje existem muitos de minha família no país inteiro ou só no Paraná, não sei.

Só sei que meus próximos parentes tenham o mesmo orgulho de ser INDÍO!



Fazemos o melhor para o mundo

Unidos

Trabalhamos

Unidos

Reformando

O mundo

Viva a família!

Sou Rachel Maria, essa é a minha história, qual é a sua?

Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre (Redação premiada no concurso da Biblioteca Pública do Paraná em )



VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A CRIANÇA: DENUNCIE:



Central de Atendimento à Mulher – Disque 180

Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência de Curitiba - 3338-1832

DEAM Curitiba - 3219-8600

Contra Abuso Sexual e Exploração Infantil – Disque 100





· Participe da missa no dia 06 de novembro (sexta-feira) às 19 horas na Igreja São Cristovão. Rua Santa Catarina, 1661, Vila Guaíra, Curitiba - Paraná. A igreja fica entre as Ruas Rio Grande do Norte & Rua Paraíba.





Contatos: União Brasileira de Mulheres – Seção Paraná: email: ubmparana@yahoo.com.br

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MISSA POR UM ANO DE FALECIMENTO DA QUERIDA RACHEL


Caros amigos

Convido-os a se juntar a nós na missa de um ano do falecimento de nossa querida e espevitada Racheluxa.


Data : 06 de novembro (Sexta-feira)
Horas : 19h
Local : Igreja São Cristovão.
End. : Rua Santa Catarina, 1661, Vila Guaíra, Curitiba - Paraná.
A igreja fica entre as Ruas Rio Grande do Norte & Rua Paraíba, perto da nossa antiga casa
Google Maps:
http://maps.google.com.br/maps?q&hl=pt-BR&tab=nl
Clica em: como chegar
Destino B - Rua Santa Catarina, 1661, Curitiba, Paraná, Brasil
Seu local A -


Estendemos o convite a participarem de um ato contrário a violência doméstica (Contra crianças e mulheres).


Data : 25 de novembro (Terça-feira)
Horas : 18h
Local : Praça Tiradentes




Desejamos reunir, além de nossos os amigos, com amigos e familiares de vítimas da violência.
NÃO vamos nos calar, nem deixar que o silêncio enfraqueça nossa luta!
Conto com a participação de todos!


Por mim,
Por nós,
E pelas outras vítimas da violência.


Carol & Cris Lobo