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domingo, 23 de maio de 2010

UBM– Paraná intensifica formação política para mulheres



O terceiro módulo do curso "Mulher, Mais Política, Mais Poder", da União Brasileira de Mulheres em convênio com a Secretaria de Política para as Mulheres do Governo Federal, teve na sexta-feira (22/5) o início de seu terceiro módulo, lecionado por Maria Isabel, coordenadora da UBM-PR. Bel, como é conhecida tem a seu encargo 5 aulas com o tema "Participação Política das Mulheres".

No primeiro dia de aula, Bel resgatou a história do movimento de mulheres e do feminismo no Brasil, desde a luta pelo direito à educação, ao voto, à cidadania e pelos direitos sexuais e reprodutivos. Destacou figuras femininas que corajosamente descortinaram possibilidades para a democracia e ousaram na defesa dos direitos das mulheres, como Josefina Alvares de Azevedo, Bertha Lutz, Pagu, Tarsila do Amaral.

Como integrante do movimento pela reconstrução histórica da Colônia Cecília – uma experiência anarquista do final do século 19 vivida por imigrantes italianos na cidade de Palmeira, Isabel relatou que por quatro anos a comunidade de 250 pessoas viveu sem governo, sem propriedade privada e sem hierarquias. A história contada por Isabel encantou as participantes do curso, que compreenderam a importância da recuperação da memória de um povo que espargiu influências sobre a organização sindical e política dos trabalhadores.


Igualdade no mundo do trabalho
O segundo módulo - “Autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho com inclusão social” - foi trabalhado pela professora Natalia Bueno. Discutindo a economia feminista e socialista em contraposição à economia capitalista, Natalia utilizou categorias marxistas como totalidade, práxis, luta de classes, entre outras, para indicar que a categoria trabalho tem centralidade segundo a ótica marxista. Para Natalia, a autonomia econômica das mulheres é fundamental para o rompimento de amarras como a subordinação ou a violência doméstica e familiar.

A coordenadora da UBM-Paraná, Elza Maria Campos, que também participou do último dia de aula deste módulo, evidenciou que o núcleo central da teoria marxista - a concepção de que o processo social é histórico e de que a opressão da mulher é uma questão social, permitiu desnaturalizar as desigualdades de gênero, presentes na visão positivista que coloca a mulher como simples reprodutora. Citou Clara Zetkin e Alexandra Kollontai, entre outras marxistas que tiveram papel fundamental para a compreensão da opressão específica sobre a mulher.




Professora da UEL participa de Curso da UBM
A Dra. Silvana Mariano, membro da UBM e docente da Universidade Estadual de Londrina, apresentou sua palestra destacando três pontos centrais: retrato das desigualdades de gênero e raça, a divisão sexual do trabalho e a necessidade da promoção da igualdade de oportunidades. Ela ressaltou os limites da igualdade conquistada nos marcos de uma sociedade desigual.
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Educação feminista
O módulo “Educação inclusiva, não-sexista, não-racista, não-homofóbica e não lesbofóbica”, trabalhado pela professora Fátima Freitas das Faculdades Integradas do Brasil, teve como centralidade a compreensão histórica da categoria gênero e seu entrelaçamento com raça/etnia, orientação sexual e direitos humanos.

A diversificação de metodologias para a discussão dos módulos, com aulas expositivas e dialogadas, filmes, documentários, textos e debates, tem enriquecido o processo pedagógico nas aulas, demonstrando a riqueza de possibilidades de troca de conhecimento e de apreensão dos conteúdos para o alcance de objetivos nessa longa mas necessária trajetória de educação política de lideranças feministas.

domingo, 25 de abril de 2010

Começou o Curso "Mulher: mais política, mais poder"

Na mesa de abertura. da esquerda para direita, professora Fátima Freitas, Graciela Scandurra e Elza Campos

Com mais de 40 pessoas inscritas, começou na quinta (22) o curso da União Brasileira de Mulheres “Mulher: Mais Política, Mais Poder”. As atividades ocorrem na Faculdade Camões (R. Dr. Muricy, 1098), em Curitiba. O curso é gratuito e tem 140 horas de carga total.

Na abertura, a responsável técnica pelo curso, Graciela Scandurra deu as boas- vindas à classe e apresentou a professora da primeira etapa, cujo tema é “Educação Inclusiva, não Sexista, não racista, não homofóbica e não lesbofóbica”. Graciela discorreu sobre os outros módulos, lembrando que eles se relacionam com alguns dos dez grandes eixos do Plano Nacional de Política para as Mulheres, entre os quais: Autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho, com inclusão social; Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos; Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres; Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.

A coordenadora da UBM no Paraná, Elza Maria Campos, destacou a trajetória desta Entidade desde a articulação da revista Presença da Mulher. A UBM surgiu em momento de ascenso do movimento social no Brasil, de luta pela democracia, como uma entidade feminista de caráter emancipacionista, ponto de vista segundo o qual a opressão da mulher está em íntima relação com o processo de surgimento da propriedade privada, transformando a própria mulher em propriedade do homem. A gênese desta opressão deva ser compreendida no contexto da opressão de classe, de gênero, de raça, de etnia, e de orientação sexual. Este enfoque sobre a opressão feminina também será discutido no Curso.

Elza Campos fez o registro dos vários congressos da Entidade, suas campanhas de luta, sua inserção no movimento social e destacou o momento político do Brasil – ano de eleições presidenciais e para renovação do Congresso Nacional e das Assembléias Legislativas Estaduais. Em 2010 existe pela primeira vez na história brasileira a possibilidade real de ser eleita uma mulher para a Presidência da República, o que será um marco na ascensão da mulher no cenário político nacional e mundial.

Finalizando, a coordenadora Graciela apresentou o currículo da professora deste módulo, Fátima da Silva e Freitas, graduada em Ciências Sociais pela UFPR e com Mestrado em Antropologia Social pela mesma Universidade. Fátima é consultora do Livro Didático Público do Estado do Paraná pela Secretaria de Estado da Educação e conselheira da Lei de Incentivo à Cultura pela Fundação Cultural de Curitiba. Atualmente é professora da UNIBRASIL, uma das principais universidades de Curitiba, onde leciona as disciplinas de Antropologia, Sociologia e Introdução às Ciências Sociais.

sábado, 17 de abril de 2010

Mais formação para aumentar presença da Mulher nos espaços de Poder


A União Brasileira de Mulheres – Seção Paraná realizou ontem (16/04), em Curitiba, o lançamento do Projeto Nacional “Mulher: Mais Política, Mais Poder”, que reuniu mais de 50 lideranças do movimento social e feminista da capital e do Paraná. Trata-se de um Curso de Formação promovido nacionalmente pela UBM, ocorrendo consecutivamente em seis capitais brasileiras, em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.

Prestigiaram o evento, entre outras lideranças, a Comissão da Mulher Advogada, representada por Sandra Lia Bazzo; a secretária estadual de mulheres do PT, Antonia Passos; a coordenadora da Rede de Mulheres Negras do Paraná, Alaerte Leandro; a presidente da Federação de Mulheres do Paraná, Alzimara Bacellar; a presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar, Ângela Martins; Úrsula Zanon, Presidente da Federação de Associação de Pais e Professores do Paraná; Neuralice Maina, do Sindicato das Secretarias do Paraná; Ivonir Marcondes, Secretária de Mulheres da CTB–Paraná.

Participantes que fizeram uso da palavra parabenizaram a iniciativa da UBM, reconhecendo a importância da formação das mulheres para impulsionar sua participação nos espaços de poder, principalmente no controle social das políticas públicas. A coordenadora da UBM–PR, Elza Campos, recordou Charles Fourier, socialista utópico francês que já no começo do século 19 afirmava: “o grau de emancipação da mulher numa sociedade é o barômetro natural pelo qual se mede a emancipação de um povo”. Sublinhou Elza que “o curso da UBM tem como finalidade central empoderar as mulheres e contribuir para o fortalecimento delas nos espaços de poder”.

Foi destacado que este curso acontece em momento especial da vida do país – ano de eleições presidenciais e para renovação do Congresso Nacional e das Assembléias Legislativas Estaduais. Acredita-se que, no Paraná, pela primeira vez em sua história, há real possibilidade de uma mulher conquistar uma vaga no Senado. Mais relevante ainda, havendo na disputa da Presidência da República as pré-candidaturas de Dilma Rousseff e de Marina Silva, existe a oportunidade concreta de ser eleita a primeira Presidenta em 120 anos de nossa República, permitindo dar continuidade a um projeto de desenvolvimento soberano do país.

A bela voz da coordenadora da UBM Isabel Correa acrescentou um caráter festivo ao evento, seguindo-se um coquetel com sorteio de brindes (gravuras da artista plástica e coordenadora do projeto em Curitiba, Graciela Scandurra).

Em Curitiba, o Curso será realizado em parceria com o Sindicato das Secretárias, Faculdade Camões, Agência do Trabalhador, CTB e outras entidades e instituições. As aulas serão ministradas por professoras graduadas e pós-graduadas em Nível Superior, com vivência nos Movimentos Sociais, Fátima Silva e Freitas, Sandra Basso, Isabel Correa e Maria Aparecida Spranger.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

UBM-PR lança o Curso “Mulher: Mais Política, Mais Poder!”

Curso da UBM tem 140 horas de duração e é gratuito.


O evento "Mulher: Mais Política, Mais Poder" será lançado no dia 16 de abril, às 17h30m, na Rua Pedro Ivo, 750, primeiro andar, na capital do Paraná.


O impasse da dupla jornada de trabalho, a carga dos serviços domésticos, a visão ainda patriarcal de nossa sociedade, tem contribuído para que a mulher continue afastada da vida pública refletindo no pequeno número de mulheres nos parlamentos e cargos executivos.


De acordo com a coordenadora da UBM-PR, Elza Maria Campos, entre 1987 e 2002, 76 deputadas chegaram à Câmara Federal, que conta com mais de 500 parlamentares. Em 2006 este número aumentou na Câmara mas ainda não chega a 9% do total de deputad@s, colocando o Brasil entre os 60 países com pior participação de mulheres no Congresso Nacional. O Paraná não tem representação na Cãmara, nesta legislatura. É fundamental superar a sub-representação feminina na política e em todos os espaços de poder para impulsionar o avanço da democracia no Brasil.


Destaca ainda a coordenadora que, diante das denúncias de corrupção que envolvem centenas de funcionários "fantasmas" da Assembléia Legislativa do Paraná, a UBM vem se somando a esta luta justa para que sejam apuradas todas as denúncias, os envolvidos sejam responsabilizados, presos e o dinheiro roubado seja devolvido para aplicação em políticas públicas.


A UBM defende um mundo de igualdade contra toda a opressão e entende que, para impulsionar a democracia em nosso país, é preciso ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder, o que inclui a luta contra a corrupção, pela apuração rigorosa das irregularidades e punição de culpados e culpadas.


Assim, o Curso programado pela Entidade, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, tem papel relevante no enfrentamento desta desigualdade.


O curso organizado pela UBM é gratuito e terá 140 horas de duração, distribuídas em 5 módulos:

1 - Autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho com inclusão social;

2 – Educação inclusiva, não-sexista, não-racista, não-homofóbica e não lesbofóbica;

3 – Saúde das mulheres, direitos sexuais e reprodutivos;

4 Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres;

5 Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.



Sobre a UBM-Paraná

A UBM – Seção Paraná é vinculada à União Brasileira de Mulheres (UBM), organização feminista que congrega mulheres na luta contra a discriminação de gênero, racial, de geração, de orientação sexual ou de qualquer natureza. Volta-se para a defesa dos direitos e reivindicações da mulher, contra a opressão da mulher e por sua emancipação. Atua no sentido da participação da mulher ao lado de outros segmentos da sociedade na garantia da soberania nacional, dos direitos sociais; por um Brasil com igualdade social e de gênero, livre de toda exploração é opressão.

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Serviço:

Mais informações em União Brasileira de Mulheres-PR, com Elza Campos (coordenadora geral), móvel: 9901-8699; e com Graciela Scandurra, fone:3026-1504.

Email: ubmparana@yahoo.com.br